Saímos para o lado oposto da cidade. Depois de uma trilha de 2 horas na mata fechada, chegamos à Caverna do Maruaga. A mata estava molhada, o chão, barrento, havia plantas espinhosas... e eu morrendo de medo de escorregar e torcer o pé. Quanto aos animais, desencanei! Tony explicou que eles fogem da presença humana e só atacam quando sentem-se ameaçados. Então a minha parte seria somente prestar atenção aonde pisava.

A Caverna do Maruaga foi usada como refúgio para duas tribos: a Waimori e a Atroari, que posteriormente uniram-se, após serem quase exterminadas pela força militar.

Vista de dentro da Caverna

Saber de certas verdades às vezes me causa repulsa e nojo, por saber que esta natureza corrupta faz parte de mim! O homem não enxerga que esta vontade de querer sempre mais, a ganância, a vontade de ser superior aos outros estão muito longe do sentimento que Deus projetou para nós. E por isso vive insaciável, em busca pelo prazer, mesmo que isso custe magoar e enganar ao próximo. Não mede esforços para preencher um vazio dentro de si, o qual só pode ser preenchido por Deus.
Outro grande mal é o consumismo. Trabalhamos muito para gastar com coisas que não precisamos. Pensamos que seremos felizes por possuir algo, e quanto mais conquistamos, mais infelizes ficamos (por perceber que a expectativa foi vã). E pior: deixamos de investir no que realmente importa: no imobilizado, naquilo que é intangível mas que irá trazer uma bagagem perene ao nosso ser. E daí não valorizamos momentos com a família, com os amigos e não achamos justo gastar com o nosso bem-estar, o que só aumenta a carga de estresse que carregamos.
Sem contar que gastamos os recursos da natureza de forma indiscriminada, sem considerar que eles são escassos e finitos! Um dia seremos cobrados por isso!
Ok, não vou dizer que mudei a ponto de não comprar o que não preciso. Mas sempre que sinto-me tentada a fazer qualquer coisa que não queira ou que saiba que não irá me fazer bem apenas para ser aceita ou provar algo, sinto-me mais forte para assumir que não preciso disso.
Lembro-me de um livro, O monge e o Executivo, que li na época da faculdade. Uma citação demonstra bem o que sinto a esse respeito.
Não há nada digno em ser superior a outra pessoa. A única nobreza genuina é ser superior ao seu antigo eu. (Whitney Young Jr).
Voltando à beleza amazônica! Mais meia hora de trilha e chegamos à gruta da Judéia. Que perfeição! Não entendo como o brasileiro não valoriza o turismo em seu país!
Gruta da Judéia

Vista de dentro da Gruta

Conheci também a Cachoeira do Santuário, por sinal é belíssima (e pavorosa)! Que medo de cair ali! Um mestre de capoeira usava o lugar para seus treinos e colocou uma imagem de santa Clara no meio da cachoeira. Daí o nome.

Após o almoço, praticamos bóia-cross no Igarapé do Urubui. Mais uma história triste! Urubui é o diminutivo de urubu. O Rio Urubu recebeu este nome porque foi usado para esconder boa parte dos indígenas exterminados pela força militar.
Bem no fundo, pensei que seria mais uma vez que agitaria muito pra fazer alguma coisa e, no final, pipocaria. Só que dessa vez fui até o fim! Fiquei com tanto medo de a bóia virar (não sei nadar) e me saí muito bem, aprendi fácil a remar com as mãos.

Em uma área tranquila do igarapé, deitei com a barriga pra cima e parei de remar. Fiquei olhando aquele céu limpo e calmo. A ficha caiu. Cara... eu tô na Amazônia!
A Caverna do Maruaga foi usada como refúgio para duas tribos: a Waimori e a Atroari, que posteriormente uniram-se, após serem quase exterminadas pela força militar.
Vista de dentro da Caverna
Saber de certas verdades às vezes me causa repulsa e nojo, por saber que esta natureza corrupta faz parte de mim! O homem não enxerga que esta vontade de querer sempre mais, a ganância, a vontade de ser superior aos outros estão muito longe do sentimento que Deus projetou para nós. E por isso vive insaciável, em busca pelo prazer, mesmo que isso custe magoar e enganar ao próximo. Não mede esforços para preencher um vazio dentro de si, o qual só pode ser preenchido por Deus.
Outro grande mal é o consumismo. Trabalhamos muito para gastar com coisas que não precisamos. Pensamos que seremos felizes por possuir algo, e quanto mais conquistamos, mais infelizes ficamos (por perceber que a expectativa foi vã). E pior: deixamos de investir no que realmente importa: no imobilizado, naquilo que é intangível mas que irá trazer uma bagagem perene ao nosso ser. E daí não valorizamos momentos com a família, com os amigos e não achamos justo gastar com o nosso bem-estar, o que só aumenta a carga de estresse que carregamos.
Sem contar que gastamos os recursos da natureza de forma indiscriminada, sem considerar que eles são escassos e finitos! Um dia seremos cobrados por isso!
Ok, não vou dizer que mudei a ponto de não comprar o que não preciso. Mas sempre que sinto-me tentada a fazer qualquer coisa que não queira ou que saiba que não irá me fazer bem apenas para ser aceita ou provar algo, sinto-me mais forte para assumir que não preciso disso.
Lembro-me de um livro, O monge e o Executivo, que li na época da faculdade. Uma citação demonstra bem o que sinto a esse respeito.
Não há nada digno em ser superior a outra pessoa. A única nobreza genuina é ser superior ao seu antigo eu. (Whitney Young Jr).
Voltando à beleza amazônica! Mais meia hora de trilha e chegamos à gruta da Judéia. Que perfeição! Não entendo como o brasileiro não valoriza o turismo em seu país!
Gruta da Judéia
Vista de dentro da Gruta
Conheci também a Cachoeira do Santuário, por sinal é belíssima (e pavorosa)! Que medo de cair ali! Um mestre de capoeira usava o lugar para seus treinos e colocou uma imagem de santa Clara no meio da cachoeira. Daí o nome.
Após o almoço, praticamos bóia-cross no Igarapé do Urubui. Mais uma história triste! Urubui é o diminutivo de urubu. O Rio Urubu recebeu este nome porque foi usado para esconder boa parte dos indígenas exterminados pela força militar.
Bem no fundo, pensei que seria mais uma vez que agitaria muito pra fazer alguma coisa e, no final, pipocaria. Só que dessa vez fui até o fim! Fiquei com tanto medo de a bóia virar (não sei nadar) e me saí muito bem, aprendi fácil a remar com as mãos.
Em uma área tranquila do igarapé, deitei com a barriga pra cima e parei de remar. Fiquei olhando aquele céu limpo e calmo. A ficha caiu. Cara... eu tô na Amazônia!
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