No dia seguinte, às 4 da manhã, o galo cantava. E algum bicho respondia, parecia um bode... Por volta das 05h30, o sol já começara a arder. Lembrei do binóculo e tentei descobrir quem era o idiota que acompanhava o galo. – São marrecos! – deduzi, decepcionada. Deitei de novo e tentei dormir. E o galo cantava, um marreco respondia... Queria chorar! Era muita provocação!
Desisti de dormir e fui até o porto. Reservei o 2º dia para conhecer a capital e programar a ida para Maués, a terra do guaraná. Fica no interior do estado e é um lugar pacato, sem nada para fazer, mas muito bonito.
O caminho ao porto me lembrou o Parque Dom Pedro. Uma feira enorme, muita confusão, sujeira por todo lado. Um cara de me chamou de “baianinha”, em tom de elogio. Um outro me chamou de “dedê”. Eu, hein.
Fiquei olhando as embarcações. Logo veio um cabra me oferecer um táxi (canoa) até o barco por 5,00. Disse que às 17h ele iria para Maués e em 20 horas eu “já” chegaria lá. Aquilo não pareceu nada convidativo... “Está sozinha?” – perguntou. – Não, o pessoal tá vindo aí atrás... [é sempre bom ter amigos imaginários nessas horas].
Fui ao Mercado Municipal e fiz a festa! Artesanato, lembranças de Manaus... zarabatanas! Tudo muito barato. Um dos vendedores comentou sobre Maués. Disse que o rio já tinha subido e as praias sumiram... Aí já era. Teria que refazer todo o meu roteiro.
Saí a procura de um mosqueteiro. No caminho, cheguei à seguinte conclusão: Manaus não passa de uma cópia malfeita de São Paulo. Camelôs, lixo, prostituição... e aquela música do Zaqueu tocando em tudo que era barraquinha. Fala sério!
De tarde, fui à zona franca. Lá é como uma mistura de Santa Efigênia com Libero Badaró e Shopping da 25. E não é vantajoso ir até lá pra comprar eletrônicos (os preços são os mesmos daqui de Sampa).
************************************************
A preguiça e o calor me prenderam naquela praça. Resolvi passar o resto da tarde por ali mesmo. Na TV do quiosque, passava o dvd do Exaltasamba. A música dizia que o amigo gostava dela, e ela não entendia... o que fazer agora com a amizade em jogo, vou morrer se não tiver você e daí pra baixo...
Aí sacaneou. Eu deletei o telefone, rasguei fotos... excluí do msn, fui pra pqp e aparece o idiota do Péricles cantando aquela dor de corno no meu ouvido?? Sacanagem!
De repente, um sentimento sem nome tomou conta de mim. Acho que foi o ar amazônico... Em questão de minutos, eu já estava até batucando discretamente na mesa e acompanhando a cantoria do simpático Pericles, que resolveu mudar o repertório para: O que eu posso fazer se você não poder dar??
Trocaram o dvd pelo do Guns n’ Roses. Que nostalgia! Era ouvinte passiva da banda na infância, e até gostava! O Axl era o maior paquitão, o sonho de consumo de qualquer adolescente dos anos 80-90!
Quem diria que ele viraria um tiozinho zoado rs...

Já tinha anoitecido e eu lá, rindo sozinha com meus pensamentos. De volta à pousada, me esparramei no sofá do hall e fiquei conversando até mais tarde com Rafael, o recepcionista. Os amazonenses são assim: bem comunicativos, hospitaleiros, super gente boa... cheguei lá bem desconfiada e temerosa por estar só... mas aos poucos percebi que até neste ponto, havia escolhido o lugar certo.
Desisti de dormir e fui até o porto. Reservei o 2º dia para conhecer a capital e programar a ida para Maués, a terra do guaraná. Fica no interior do estado e é um lugar pacato, sem nada para fazer, mas muito bonito.
O caminho ao porto me lembrou o Parque Dom Pedro. Uma feira enorme, muita confusão, sujeira por todo lado. Um cara de me chamou de “baianinha”, em tom de elogio. Um outro me chamou de “dedê”. Eu, hein.
Fiquei olhando as embarcações. Logo veio um cabra me oferecer um táxi (canoa) até o barco por 5,00. Disse que às 17h ele iria para Maués e em 20 horas eu “já” chegaria lá. Aquilo não pareceu nada convidativo... “Está sozinha?” – perguntou. – Não, o pessoal tá vindo aí atrás... [é sempre bom ter amigos imaginários nessas horas].
Fui ao Mercado Municipal e fiz a festa! Artesanato, lembranças de Manaus... zarabatanas! Tudo muito barato. Um dos vendedores comentou sobre Maués. Disse que o rio já tinha subido e as praias sumiram... Aí já era. Teria que refazer todo o meu roteiro.
Saí a procura de um mosqueteiro. No caminho, cheguei à seguinte conclusão: Manaus não passa de uma cópia malfeita de São Paulo. Camelôs, lixo, prostituição... e aquela música do Zaqueu tocando em tudo que era barraquinha. Fala sério!
De tarde, fui à zona franca. Lá é como uma mistura de Santa Efigênia com Libero Badaró e Shopping da 25. E não é vantajoso ir até lá pra comprar eletrônicos (os preços são os mesmos daqui de Sampa).
************************************************
A preguiça e o calor me prenderam naquela praça. Resolvi passar o resto da tarde por ali mesmo. Na TV do quiosque, passava o dvd do Exaltasamba. A música dizia que o amigo gostava dela, e ela não entendia... o que fazer agora com a amizade em jogo, vou morrer se não tiver você e daí pra baixo...
Aí sacaneou. Eu deletei o telefone, rasguei fotos... excluí do msn, fui pra pqp e aparece o idiota do Péricles cantando aquela dor de corno no meu ouvido?? Sacanagem!
De repente, um sentimento sem nome tomou conta de mim. Acho que foi o ar amazônico... Em questão de minutos, eu já estava até batucando discretamente na mesa e acompanhando a cantoria do simpático Pericles, que resolveu mudar o repertório para: O que eu posso fazer se você não poder dar??
Trocaram o dvd pelo do Guns n’ Roses. Que nostalgia! Era ouvinte passiva da banda na infância, e até gostava! O Axl era o maior paquitão, o sonho de consumo de qualquer adolescente dos anos 80-90!
Quem diria que ele viraria um tiozinho zoado rs...

Já tinha anoitecido e eu lá, rindo sozinha com meus pensamentos. De volta à pousada, me esparramei no sofá do hall e fiquei conversando até mais tarde com Rafael, o recepcionista. Os amazonenses são assim: bem comunicativos, hospitaleiros, super gente boa... cheguei lá bem desconfiada e temerosa por estar só... mas aos poucos percebi que até neste ponto, havia escolhido o lugar certo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário